Jornalismo Digital


  • Denise Paciornick

    A dominação Google


    16:45 em Internet, Jornalismo Digital, Tecnologia por Denise Paciornick


    É impossível falar de tecnologia e não mencionar a Google. Também puderá, atualmente, tudo que acontece no mundo da internet, tem, de certa forma, algum envolvimento da empresa. No final do ano passado, foi anunciada mais uma novidade no quesito de serviço de busca: a pesquisa em tempo real.
    De acordo com o co-fundador da Google, Larry Page, em maio do ano passado já havia sido prevista a “busca ao vivo”, que é inspirada nos moldes da pesquisa do Twitter, incluindo uma linha do tempo indicadora. Mas, foi no mês de dezembro que a ideia foi colocada em prática e, desde então, é possível perceber que os resultados de consultas incluem, no topo da página, uma lista atualizada, constantemente, com os conteúdos recém subidos de Yahoo! Respostas, Facebook, MySpace e, claro, o próprio Twitter.
    Conforme as páginas relacionadas ao termo pesquisada vão recebendo novos conteúdos, a lista é atualizada. Se o usuário desejar parar esta função e voltar à busca estática, precisa apenas clicar no botão “pausa”. Os últimos resultados englobam, ainda, notícias e blogs que podem ser filtrados ao clicar dentro das opções da lista. Sendo assim, o usuário que quiser receber atualizações de FriendFeed e Twitter, pode fazê-lo.
    A Google fechou parceria com todos os sites e redes sociais citados, com a restrição de exibir apenas conteúdos públicos, livres de quaisquer proteções de privacidade. Na primeira fase do projeto, a busca em tempo real está disponível apenas para conteúdos em inglês. A pesquisa com atualizações instantâneas também valerá para celulares com sistema operacional Android e iPhone.

    Como funciona
    Ao fazer uma pesquisa no Google, seu resultado é imediato. Isso acontece porque os robôs da Google já fizeram o trabalho pesado: acessar, copiar e ler as páginas da internet, que têm o seu conteúdo indexado pelo buscador para então entrarem nas listas de resultados. Mas, a rede é grande demais, até mesmo para a poderosa Google. O indéx já passou, faz tempo, de 1 trilhão de páginas. Por essa razão, os rôbos levam até 28 dias para achar e indexar novas páginas, o que significa que os resultados do Google chegam a ficar um mês defasados, em relação ao real conteúdo da internet. Entretanto, todos os buscadores sofrem com esse problema. Mas, e se ao invés de colocar um exército de computadores para varrer toda a internet, os próprios sites transmitissem suas novas páginas para o Google? Certamente seria mais rápido, eficiente e os resultados das buscas poderiam ser atualizados em tempo real.
    Tudo isso já é possível, graças à tecnologia PuSH, que a Google está liberando gratuitamente e com código aberto. Ou seja, para que as buscas sejam facilitadas, basta os sites começaram a rodar o PuSH. Será que vai funcionar? Ou será que vai ser mais uma invenção da empresa, que chega prometendo muito e cumprindo pouco, como o tão fracassado Wave? Vamos esperar os resultados e torcer para que a ideia decole.
    A verdade é que, com ou sem fracassos, a Google é a empresa mais respeitada e conhecida, mundialmente, no ramo da tecnologia. Para chegar onde está hoje, foram necessários muito esforço, competência e, principalmente, ideias inovadoras. E, por ser uma empresa visionária, ela, obviamente, não para.
    Um de seus novos projetos é a internet ultrarrápida e, para isso, muitas cidades dos Estados Unidos entraram em uma disputa para saber qual delas será escolhida como sede para teste. A cidade de Topeka (capital do Kansas), é uma das concorrentes e, para fazer aquela pressão, decidiu mudar, temporariamente, seu nome para, nada mais, nada menos do que: Google! Isso mesmo, segundo a proclamação feita pela prefeito William Bunten, publicada em 1º de março, denominou a cidade de 120 mil habitantes como Capital da Fibra Óptica. As medidas são válidas durante todo este mês.
    Entretanto, a decisão gerou reações. Duluth, em Minnesota, postou um vídeo no YouTube ironizando a iniciativa. Nele, pede-se que os cidadãos alterem o nome de seus primogênitos para Google Fiber (no caso de ser menino) ou Googlette Fiber (para meninas). Highlands Ranch, ao Sul de Denver, está reunindo pessoas para formar um letreiro humano no campo de futebol de uma escola local, com os dizeres: “Nós amamos o Google”. O gerente de relação com a comunidade está ciente que é preciso fazer algo para chamar a atenção da empresa, e tomou essa decisão.
    A Google anunciou em fevereiro planos para construir uma rede de fibras ópticas capaz de oferecer internet residencial à velocidade de 1 gigabit por segundo – aproximadamente 100 vezes mais veloz do que as taxas de transferência disponíveis para a maioria dos americanos. Explicando de outra maneira, significa que os usuários poderiam fazer o download de um filme em alta definição em menos de um minuto, contra mais de uma hora, que é o tempo necessário com as velocidades disponíveis atualmente.
    De acordo com a própria companhia, o serviço deve alcançar 500 mil pessoas e em seguida anunciou que as comunidades interessadas em servir como base para os testes, enviassem um pedido formal até o dia 26 do mês passado. A Google diz que alguns dos fatores que vão contribuir para a decisão são apoio comunitário, recursos locais, condições meteorológicas, métodos de construção permitidos e questões regulatórias locais. A seleção será feita ainda este ano.
    Nos últimos anos a Google vem tendo problemas com os tradicionais provedores de banda larga. Entre os temas de debate estão questões como neutralidade de rede, um esforço para impedir que companhias como Comcast e Qwest selecionem quem terá acesso às suas redes. Por essa razão, há especulações de que a Google não pretende, necessariamente, tornar-se um provedor de acesso e iriá transformar seu “experimento” para demonstrar que velocidades mais altas de banda larga podem ser oferecidas por outras empresas, além daquelas dos setores de tevê por assinatura e telecomunicações. Segundo declaração publicada na web, o objetivo é administrar a rede de forma aberta, transparente e sem discriminação.
    Para dar continuidade ao trabalho, a Google terá que escavar ruas e estradas e conectar cabos de fibra óptica diretamente nas casas. Mais ou menos como a GVT, quando passou a fornecer serviços de telefonia e internet no Paraná, que não tinha estrutura local.
    Trabalhando diretamente com a administração municipal, o Google pode se livrar de alguns entraves burocráticos, como a questão do direito de uso das vias públicas. E representantes do poder público pelos Estados Uni dos estão se mostrando ansiosos para trabalhar com a empresa.
    É o caso de Longmont, no Norte do Colorado, que destaca o fato de a cidade ser dona de sua própria companhia de eletricidade, o que permitiria ao Google acesso fácil à infraestrutura necessária para levar a cabo a empreitada. O diretor da Long mont Power & Communications disse também que a escola de St. Vrain Valley está planejando um concurso de vídeos no YouTube para promover a cidade. Que, aliás, já conta com um anel de fibras ópticas com 29 quilômetros de extensão, à disposição do Google.

    Fontes: Superinteressante, Info Online e Gazeta do Povo.






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