Jornalismo Digital


  • Denise Paciornick

    O mundo dos Smartphones e do 3D


    12:09 em Internet, Jornalismo Digital, Tecnologia por Denise Paciornick


    Não é novidade para ninguém que o mundo online e os smartphones estão fazendo sucesso. Dificilmente hoje, alguém não conheça uma pessoa que utilize o celular para se comunicar através da internet, seja em redes sociais ou apenas em buscas na rede.
    Na última semana, aconteceu o CTIA Wireless 2010, com a presença do diretor James Cameron, que participou de um painel de debates com Biz Stone, fundador do Twitter e Aheesh Chopra, o principal executivo de tecnologia do governo dos Estados Unidos. No encontro, dentre os temas abordados, estava as maneiras pelas quais o uso do Twitter em celulares de baixo custo levam a mudanças sociais, a possibilidade de os celulares, num futuro próximo, mostrarem conteúdos em 3D e como o governo poderia tirar proveito das últimas tendências tecnológicas.
    Stone foi certeiro ao dizer que quando um camponês de uma vila rural de um país de Terceiro Mundo pode contar com o recebimento de notícias por meio de um simples SMS, seja uma previsão do tempo ou qualquer outra coisa, isso pode ter um impacto dramático. Ele ainda acrescentou que é entusiasmante ver que o Twitter pode operar de forma efetiva, via SMS, como sobre uma sofisticada conexão de banda larga em Nova York.
    O fundador da ferramenta mais usada na atualidade, destacou situações em que as pessoas usam o Twitter para organizar protestos e denunciar abusos do governo, e que o fato de permitir que as pessoas se comuniquem umas com as outras, de modo aberto, pode ter um impacto positivo e dramático. Ao despertar a atenção de uma grande porção da população, cria uma onda de empatia e quando isso acontece, aumenta a percepção de nós mesmos, como cidadãos globais. É possível perceber que estamos andando para frente.
    A moderadora do debate, Michelle Caruso Cabrera, disse que testemunhou, em sua cobertura da América Latina, um exemplo dessa empatia global via Twitter. Ela notou muita simpatia entre os povos da Venezuela e do Irã pelas mensagens no microblog.
    Quando questionado sobre a possibilidade de o Twitter derrubar um remige autoritário, Stone, de forma categórica respondeu que, ao permitir que as pessoas tenham a possibilidade de se comunicar, elas são capazes de qualquer coisa.
    Ele ainda afirmou, em tom de brincadeira, que o futuro da rede de comunicação são as mensagens 3D. Mas, mesmo que tenha sido colocado de forma descontraída, não é uma ideia impossível. Depois que os televisores 3D ganharam espaço e são uma realidade, os próximos da lista são os laptops e os celulares. E, o lado bom, é que ao mostrar 3D numa tela pequena, como as dos celulares, descarta-se a necessidade de usar óculos para os efeitos especiais, segundo o diretor de cinema James Cameron, que dirigiu o filme Avatar, o primeiro a ser filmado 100% nessa tecnologia.

    Comunicação popular
    Aheesh Chopra não entrou em detalhes sobre de que forma os governos poderiam usar o Twitter ou 3D. Mas, afirmou que está tentando descobrir maneiras de usar as novas tecnologias de forma eficaz. Existem duas formas populares de uso das tecnologias, como Twitter e há ferramentas tradicionais de diplomacia usadas pelos governos. A administração de Obama visa buscar modos de combinas as duas formas. Para exemplificar, Chopra mencionou um projeto conduzido pelo governo americano, em parceria com a Rússia, para estabelecer uma plataforma de colaboração entre os dois convernos. A ideia é permitir mais dessa conectividade popular.

    Smartphones
    Seguindo essa lógica de novas tecnologias e a integração com os aparelhos de celular, muitas empresas estão ganhando espaço e buscando inovar de todas as formas. A verdade é que, falar em mobilidade é falar em smartphones. Para muitos, eles são sinônimo de dispositivo móvel. Entretanto, nem todos notaram essa mudanças. O vice presidente executivo de soluções wireless da ED, uma empresa filandesa, Ari Virtanen, notou que nos Estados Unidos, as pessoas pensam em smartphones, iPhones e BlackBerrys, quando pensam em mobilidade. Entretanto, na Escandinávia, não é assim. Os aparelhos móveis que tem acesso a internet são da Nokia e de outros fabricantes. Eles não funcionam como telefones, mas são projetados para lidar com informações e aplicativos.
    A verdade é que um mundo com uma variedade de aparelhos móveis poderia se beneficiar da cultura “deixe surgir um milhão de flores” do código aberto, que existem nos aparelhos Android e MeeGo, pois, de acordo com Virtanen, pode ser caótico e levar a tanta fragmentação que uma alternativa mais focada (em outras palavras, uma plataforma concebida por uma única entidade, administrada de modo dirigido e atuante). Mas esta consequência é apenas uma das possibilidades.
    E é por essa razão que é cada vez maior o número de aparelhos que tem acesso à internet. Se prestarmos atenção no cenário de aparelhos móveis, mesmo nos Estados Unidos, começará a ver uma variedade de dispositivos móveis:

    iPhone – é um aparelho de mídia com algumas capacidades computacionais que também é um celular. Em comparação, o iPod Touch e o futuro iPad são simplesmente aparelhos portáteis de mídia com alguns recursos computacionais.

    Windows Phone 7 – As unidades com o próximo sistema móvel da Microsoft parecem ser aparelhos do tipo “mantenha-se atualizado” que também tocam mídia e rodam aplicativos como capacidades secundárias.

    Android (Google) e WebOS (Palm) – são essencialmente o mesmo tipo de aparelho do iPhone. Mas, sem um equivalente de um hub iTunes, eles pecam por não ter a mesma abordagem centralizada em mídia.

    BlackBerry e Nokia N800 series – Ambos são fundamentalmente aparelhos de mensagens, para comunicação por voz e texto, com o acréscimo da navegação.

    Windows Mobile – Foi um computador miniaturizado que também funcionava como telefone.

    PDA – O Palm Pilot original e aparelhos igualmente antigos, como o iPaq, que rodava Windows Mobile, costumava ser uma classe separada de aparelhos, mas agora tem se desdobrado em outros tipos. Se alguma coisa, o iPod Touch é o último PDA remanescente, mesmo assim é muito mais.

    PCs portáteis de pequenas dimensões – Poderiam ser computadores portáteis, ou algo totalmente diferente. Não está claro o que eles são ou no que podem se tornar.

    Entretanto, não vale a pena sair por ai carregando vários aparelhos, o certo é esperar que esses dispositivos tenham recursos secundários que sejam bons o suficiente para a maioria das pessoas. Por exemplo, o iPhone, como celular, é mais ou menos. O BlackBerry, para acesso à web e no uso de apps, é mais ou menos. Aparelhos com Android ou WebOS, para lidar com mídia, são mais ou menos.
    Aparelhos com Windows Phone 7 aparentam ser mais ou menos em relação aos apps; a ausência de copy e paste – que acredito ser um erro, como também concluiu a Apple– é uma forte indicação de que mesmo que a Microsoft planeje oferecer uma versão do Office para seu novo OS, você não irá querer usá-la para manipular texto.
    Mas, todos eles tem o seu lugar e seus fãs.

    Fontes: IDG NOW






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